Vacina contra HPV: o que é e quem deve tomar?

Vacina contra HPV: o que é e quem deve tomar?


Autora: Dra. Maria Isabel de Moraes Pinto 
Infectopediatria e Médica consultora em vacinas da Dasa

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina HPV é a principal forma de prevenir a infecção. 

Dados mostram que, no Brasil, todos os anos são relatados cerca de 16 mil casos novos de câncer de colo uterino causados pela infecção por HPV. Por ser um vírus com altamente frequente na população e possuir taxa de transmissibilidade, realizar os exames de rotina e ficar atento as formas de prevenção são estratégias fundamentais. 
 
 

O que é o HPV e como ele é transmitido?  

HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus que está envolvido no aparecimento de alguns tipos de câncer. Estima-se que existam mais de 200 tipos diferentes de HPV, embora nem todos estejam relacionados a doença oncológica. 

Alguns sorotipos podem ocasionar alterações neoplásicas nos epitélios em diversos locais anatômicos, particularmente lesões de tratos ano-genital e aero-digestivo. 

A infecção por HPV é altamente contagiosa, podendo ser transmitida por contato sexual, incluindo contato oral-genital, genital-genital ou manual-genital. Embora essa seja a forma mais comum, também é possível se infectar por contato direto com a pele ou mucosa infectada, em ambos os sexos. 

Além disso, é importante dizer que uma pessoa com HPV pode transmitir a infecção a alguém mesmo quando não apresenta quaisquer sinais ou sintomas. 
 

Qual exame detecta HPV? 

Em homens, a infecção pelo HPV pode ser descoberta através de exames urológicos ou dermatológicos. Caso não haja manifestações clínicas, como verrugas, o diagnóstico é realizado através de exames de PCR (biologia molecular), através do qual é possível averiguar a presença do DNA do vírus. Se houver manifestações, o médico consegue identificar a infecção por exame clínico e confirmar o diagnóstico pela biópsia das lesões. 

Nas mulheres, o HPV é descoberto principalmente pelo exame de Papanicolau. Caso o exame apresente alterações e seja descoberto na fase de lesões pré-malignas, o médico deverá orientar a paciente a seguir um tratamento específico para evitar que as lesões se transformem num câncer. Outra forma de diagnóstico é o exame de PCR na amostra proveniente do Papanicolau. Além de ser o método mais sensível, permite a identificação do tipo de vírus, auxiliando na conduta médica. 

Um adendo importante é que o exame de Papanicolau deve ser feito de forma rotineira. Consultas periódicas com o seu ginecologista podem salvar vidas. 
 

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Como tratar o HPV? 

Na maioria das vezes, o sistema imune consegue combater de maneira eficiente a infecção pelo HPV e eliminar o vírus do organismo por completo.   

Quando isso não ocorre, o tratamento é feito dependendo de cada caso, podendo ser químico, cirúrgico e com estimuladores de imunidade.    

A cirurgia pode ser indicada caso as lesões sejam grandes ou apresentem risco de sangramento. As estratégias utilizadas para a remoção são por bisturi, eletrocoagulação, crioterapia ou laser, devendo levar em consideração a localização da lesão. 

 

Para que serve a vacina HPV? 

O objetivo da vacina é proteger homens e mulheres do Papilomavírus Humano. Este vírus é capaz de causar câncer de colo do útero, vagina e vulva em mulheres, do pênis em homens e câncer de canal anal ou orofaringe em ambos os sexos. 

Atualmente, essa é a melhor forma de prevenção existente. Em conjunto, recomenda-se sempre manter os exames de check-up médico em dia. 


Quem deve tomar a vacina contra HPV? 

A vacina HPV é indicada nas seguintes situações:  

  • Meninas e mulheres de 9 a 45 anos de idade; 

  • Meninos e homens de 9 a 26 anos de idade. 

Indivíduos de ambos os sexos sem doença de base, mas também aqueles de ambos os sexos com diferentes condições de base podem tomar a vacina HPV. Exemplos dessas condições são: pessoas convivendo com HIV/Aids; pacientes oncológicos em quimioterapia e/ou radioterapia; transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea.  

Quem teve exame positivo para HPV também deve se vacinar, pois o imunizante previne os outros sorotipos de HPV com que a pessoa ainda não entrou em contato. 
 

Quantas doses da vacina HPV devo tomar? 

O esquema vacinal deve ser iniciado o quanto antes e o número de doses varia de acordo com a idade. Veja:  

  • Duas doses com intervalo de seis meses entre elas (0 - 6 meses): indicado para meninas e meninos de 9 a 14 anos, 11 meses e 29 dias.  

  • Três doses, sendo a segunda, um a dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira dose (0 - 1 a 2 - 6 meses): para pessoas a partir de 15 anos.  

  • Para imunodeprimidos por doença ou tratamento de qualquer idade, o recomendado são três doses, sendo a segunda, um a dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira dose (0 - 1 a 2 - 6 meses). 
     

Qual o preço da vacina HPV quadrivalente e onde tomar? 

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Categoria
Saúde