HPV: o que é, transmissão, sintomas e tratamento 

HPV: o que é, transmissão, sintomas e tratamento 

A infeção pelo HPV é extremamente comum. Para se ter uma ideia, a taxa de infeção por variantes de alto risco do HPV na região genital atinge 54,4% das mulheres e 41,6% dos homens no Brasil. É o que aponta uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde e divulgada em dezembro de 2023.

A maioria das pessoas sexualmente ativas vai entrar em contato com o vírus em algum momento da vida. Mas, muitas vezes, a infecção não gera sintomas e o próprio corpo elimina o vírus. Em outras situações, ele pode causar desde verrugas genitais até lesões que, se não tratadas, podem levar ao câncer.

Pontos-chave

  • Alta prevalência e contágio silencioso: O HPV é um vírus altamente contagioso, transmitido principalmente pelo contato sexual (mesmo sem penetração). Estima-se que 80% da população sexualmente ativa terá contato com ele ao longo da vida, sendo a infecção, na grande maioria das vezes, completamente assintomática.
  • Tipos de baixo e alto risco: Existem mais de 200 tipos do vírus. Os tipos de baixo risco (principais os tipos 6 e 11) estão associados ao surgimento de verrugas genitais. Já os de alto risco (mais importantes são os tipos 16 e 18) são os grandes responsáveis por causar lesões que podem evoluir para o câncer, em especial o de colo de útero, pênis e ânus.
  • Evolução no diagnóstico: Além do exame clínico e do tradicional Papanicolau (que busca alterações nas células), a medicina hoje conta com o teste molecular de DNA-HPV. Muito mais sensível, ele rastreia o material genético do vírus antes mesmo de haver lesão e permite até a realização da autocoleta (feita pela própria paciente em casa).
  • Atuação do sistema imunológico: Não existe um remédio específico para “matar” o vírus HPV. Contudo, em cerca de 80% a 90% dos casos, o próprio sistema de defesa do corpo consegue combater e eliminar a infecção naturalmente em um período de até dois anos. As lesões e verrugas, por sua vez, são tratáveis por meio de aplicação de substâncias caústicas, cauterização ou cirurgia.
  • Prevenção combinada: A vacinação (disponível nas redes pública e privada) é a barreira mais segura contra os principais tipos causadores de câncer e verrugas, devendo idealmente ser aplicada antes do início da vida sexual. Aliada ao uso contínuo de preservativos, esta seria a estratégia mais eficaz de proteção.

O que é HPV?

O HPV é a sigla para Papilomavírus Humano, um grupo com mais de 200 tipos de vírus relacionados. A principal forma de transmissão acontece por contato sexual: ele pode infectar a pele ou as mucosas da boca, da região genital e anal. 

A infecção é muito frequente e, na maior parte dos casos, temporária. O sistema de defesa do corpo consegue combater o vírus e eliminá-lo naturalmente; no entanto, o organismo pode demorar um período de até 2 anos para fazer o vírus desaparecer.  

Mas, quando a infecção persiste, pode causar diferentes lesões e até mesmo evoluir para um câncer.  

Sintomas do HPV

Na maioria das vezes, o HPV não causa nenhum sintoma. A pessoa pode ter o vírus por meses ou anos sem saber. Mas, quando os sinais aparecem, o mais comum é o surgimento de verrugas na região genital ou anal, além de manchas externas na vulva.  

Sintomas em homens e mulheres 

Os sintomas nos homens e nas mulheres são bem parecidos: ambos apresentam lesões na pele ou nas mucosas, sendo as mais comuns:

  • Verrugas únicas ou múltiplas na região genital (pênis, vulva, vagina). 
  • Lesões no colo do útero, geralmente invisíveis a olho nu. 
  • Verrugas na região do ânus e do reto. 
  • Lesões na boca e na garganta, que são mais raras.
  • Manchas de diferentes cores nas regiões dos genitais.

Verruga HPV

As verrugas associadas ao HPV, também conhecidas como condilomas acuminados, são lesões benignas provocadas principalmente pelos tipos de baixo risco do vírus, como os tipos 6 e 11.

Podem ser pequenas e planas ou apresentar um aspeto elevado, semelhante a uma couve-flor, variando na sua coloração desde o tom da pele até tons mais rosados ou acastanhados.

Estas verrugas podem surgir de forma isolada ou agrupada, surgindo frequentemente na região genital (vulva, vagina, pênis) e anal.

São altamente contagiosas através do contato direto e, embora na maioria das vezes não causem dor, podem provocar desconforto ou comichão na área afetada.

Tipos de HPV

Os diferentes tipos de HPV são divididos em dois grandes grupos: os de baixo risco e os de alto risco. E é essa diferença o que define a gravidade da infecção.

Tipos de baixo risco

Os tipos de HPV de baixo risco raramente causam câncer, estando mais associados ao surgimento de verrugas genitais, os chamados condilomas acuminados. Os tipos 6 e 11 são os principais causadores dessas lesões. 

Tipos de alto risco 

Os tipos de HPV de alto risco possuem potencial para provocar o desenvolvimento de um câncer. Eles podem causar lesões pré-cancerosas que, com o tempo, se transformam em tumores.

Geralmente as lesões causadas pelo HPV na região anogenital passam por uma fase pré-cancerosa, que se tratadas, não evoluirão para o câncer. Os tipos 16 e 18 são os mais perigosos, responsáveis pela maioria dos casos de câncer de colo do útero

HPV em homens

A infeção por HPV nos homens é, na sua grande maioria, completamente assintomática, o que faz com que muitos sejam portadores do vírus sem saberem. Quando os sintomas clínicos se manifestam, a apresentação mais comum são as verrugas genitais, localizadas sobretudo no pênis, escroto ou na região anal.  

Além das lesões benignas, os homens também estão suscetíveis às infeções persistentes por tipos de alto risco, que podem estar na origem de tumores como o câncer do pênis, do ânus e da orofaringe.  

Uma vez que não existe um rastreio de rotina para homens assintomáticos, o diagnóstico baseia-se sobretudo na avaliação clínica e, em alguns casos, com a ajuda da peniscopia e da biópsia.  

A melhor forma de prevenção neste grupo é a vacinação e o uso do preservativo em todas as relações sexuais. 

Prevenção

A principal forma de prevenção contra o HPV é a vacinação, que é segura e eficaz. Mas o uso de preservativos durante todas as relações sexuais também é muito importante.  
 
No SUS, a vacina disponível é a quadrivalente indicada para meninos e meninas de 9 a 14 anos e mulheres e homens de 9 a 45 anos imnunossuprimidos. 

Vacina HPV nonavalente 

A vacina HPV nonavalente é a mais completa disponível hoje e é encontrada nas clínicas privadas. Ela protege contra nove tipos do vírus, incluindo os tipos 6 e 11, que causam a maioria das verrugas genitais. E também os sete tipos de alto risco mais frequentes, entre eles o 16 e o 18, principais responsáveis pelo câncer. 

A vacina nonavalente é indicada para todas as pessoas (mulheres e homens) de 9 a 45 anos, sendo o ideal que a aplicação aconteça antes do início da vida sexual. Assim, eles adquirem proteção antes de um possível contato com o vírus. 

Importância do uso de preservativos 

Nas relações sexuais, o preservativo (camisinha) funciona como uma barreira física, diminuindo o risco de contato com o vírus.

Mas a camisinha não oferece proteção total, já que o HPV pode estar presente em áreas não cobertas por ela, como a vulva, o saco escrotal ou a região pubiana.  Por isso, a combinação de vacina e preservativo é a melhor estratégia de prevenção. 

HPV: transmissão e causas 

A transmissão dos vírus HPV acontece principalmente pelo contato direto com a pele ou mucosa infectada. E a via sexual é a forma mais comum de contágio, seja pelo contato genital-genital, oral-genital ou manual-genital.

Mesmo que não haja penetração no ato sexual, a transmissão pode acontecer. O simples atrito entre as peles da região genital pode transmitir o vírus. Por isso, a infecção é tão comum.   

A transmissão de mãe para bebê durante o parto também pode acontecer, mas é rara.

Como é feito o diagnóstico de HPV? 

O diagnóstico começa com o exame clínico, com o médico notando a presença de verrugas genitais, por exemplo.  

No entanto, para a detecção precoce de lesões que podem levar ao câncer, são usados exames de rastreamento ginecológico. Eles buscam alterações antes mesmo do surgimento de qualquer sintoma.  

Exames de rastreamento: Papanicolau e teste de DNA-HPV 

O Papanicolau e o teste de DNA-HPV são os principais exames para rastreio do câncer de colo uterino. Embora ambos sejam coletados de forma parecida, eles buscam coisas diferentes. 

O Papanicolau detecta alterações já existentes nas células do colo do útero. Já o teste de DNA-HPV busca a “raiz” do problema: o material genético (DNA) do vírus. Por isso, consegue identificar a presença do HPV de alto risco antes mesmo que ele provoque mudanças nas células.

O teste também tem a capacidade de identificar se o HPV presente é de alto risco e, principalmente, se é dos tipos 16 e 18. 

Por ser mais sensível, o teste de DNA-HPV permite um intervalo maior entre os exames de rotina. Se o resultado for negativo, a mulher pode repeti-lo em cinco anos. Com o Papanicolau, o intervalo costuma ser menor.  

Em março de 2024, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação do teste de DNA-HPV no SUS. Ele será o exame primário de rastreamento para mulheres de 25 a 60 anos, sendo implementado de forma gradual no país. 

A grande vantagem desses exames é que eles podem, de fato, prevenir o câncer. Com o Papanicolau e o teste de DNA-HPV, é possível encontrar alterações pré-cancerosas, antes mesmo de estas apresentarem sintomas.

Se algo for detectado em um destes 2 exames, a colposcopia é indicada e ajuda a investigar a presença e localização das lesões. Assim realiza-se a remoção dessas lesões, e isso impede que elas evoluam para um tumor. 

Quando a colposcopia é necessária?

A colposcopia é o próximo passo quando um exame de rastreamento apresenta resultado alterado. Ou seja, o médico a solicita se o Papanicolau indicar alterações nas células ou se o teste de DNA-HPV der positivo para um tipo de alto risco. Ela não é um exame de rotina, mas sim de investigação. 

No procedimento, o ginecologista usa um aparelho com lentes de aumento para observar o colo do útero, a vagina e a vulva. O objetivo é localizar visualmente as lesões que os exames anteriores apontaram.  

Se uma área suspeita for encontrada, o médico realiza uma biópsia: um pequeno pedaço do tecido é retirado e enviado para análise. A biópsia confirma se a lesão é precursora de câncer e define o tratamento.

Autocoleta para HPV: o que é e como funciona?

A autocoleta para HPV é uma alternativa ao exame feito no consultório. Trata-se de um método de coleta, e não de um autoteste que dá o resultado na hora. A própria mulher realiza a coleta de uma amostra vaginal em casa, que é, então, enviada para análise em laboratório.

O teste de autocoleta diagnostica a presença do DNA do papilomavírus humano (HPV) de alto risco, não detectando outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A tecnologia do teste de DNA do HPV é tão sensível e precisa que garante a mesma eficácia da coleta em casa e feita em laboratório.

Um resultado positivo indica que o vírus está presente, e não um diagnóstico de câncer. Ele apenas mostra a presença do fator de risco, que precisa ser investigado por um profissional. E só o ginecologista pode fazer isso e orientar a paciente.

Tratamentos para HPV

Não existe um tratamento para eliminar o vírus HPV do corpo. Mas as verrugas genitais e as lesões precursoras do câncer podem ser tratadas. Em geral, a primeira opção dos médicos costuma ser os medicamentos de uso local.

São cremes, pomadas ou soluções aplicadas diretamente na lesão. O tratamento dependerá do tipo e da localização da lesão.

Mas os procedimentos para remoção também são bastante usados:

  • Eletrocauterização: usa um bisturi elétrico para queimar as lesões. 
  • Crioterapia: congela as verrugas com nitrogênio líquido. 
  • Cirurgia a laser: remove as lesões com um feixe de laser. 
  • Cirurgia convencional: retira as lesões com bisturi. 

HPV e câncer

A infecção persistente por tipos de alto risco é a principal causa de alguns tumores. O vírus consegue alterar as células do corpo, que passam a se multiplicar de forma descontrolada. E isso dá origem a um câncer. 

Relação entre HPV e câncer de colo de útero 

A ligação mais forte do HPV é com o câncer de colo de útero. Praticamente todos os casos deste tumor são causados por uma infecção persistente pelo HPV, sendo os tipos 16 e 18 do vírus os responsáveis por cerca de 70% desses casos.  

Além do câncer de colo uterino, o HPV também está associado ao câncer de ânus, de pênis, de vagina, de vulva e de orofaringe (garganta). 

HPV tem cura?

Não existe um remédio que cure a infecção pelo vírus, ou seja, que elimine o HPV do organismo. No entanto, em cerca de 80% a 90% dos casos, o sistema imunológico da própria pessoa consegue eliminar o vírus em até dois anos. Por isso, dizemos que a infecção pode ter uma resolução espontânea. 

Vale ainda mencionar e, de acordo com estudos recentes, em algumas mulheres o vírus pode ficar “incubado” por bastante tempo, sendo que nestes casos os exames de DNA do HPV e o papanicolaou mostram-se negativos. No entanto, algum tempo mais tarde, quando há queda da imunidade, o vírus pode “acordar” e causar lesões. 

Já as lesões causadas pelo HPV, como verrugas e alterações no colo do útero, têm tratamento e podem ser curadas. Mas, mesmo após tratar a lesão, o vírus pode continuar no corpo e dessa maneira a lesão pode voltar.  

Dados estatísticos 

  • Atualmente, as infeções pelo HPV atingem cerca de 11,7% da população mundial, podendo afetar 50% da população em determinadas faixas etárias. 
  • Estudos de referência indicam que cerca de 80% da população sexualmente ativa irá ser infetada pelo vírus num dado momento da sua vida. 
  • Em estimativas anuais globais, o HPV é responsável por 620 mil casos de câncer em mulheres e 70 mil casos em homens. 
  • O HPV de alto risco está presente em 58,6% das pessoas não vacinadas, segundo estudos oficiais suportados pelo Ministério da Saúde. 
  • Estima-se que existam entre 9 a 10 milhões de pessoas infetadas pelo HPV no Brasil, contabilizando-se cerca de 700 mil novos casos de infeção todos os anos. 
  • No Brasil, o câncer do colo do útero (excluindo tumores de pele não melanoma) é o terceiro tumor mais incidente no sexo feminino. Os tipos virais 16 e 18 são responsáveis por, pelo menos, 70% dos cânceres cervicais em todo o mundo  

Perguntas frequentes

Como é a verruga do HPV?

A verruga do HPV, chamada de condiloma, pode ter aspectos variados. Ela pode ser pequena e plana. Ou pode ter relevo, com aparência de couve-flor. A cor varia do tom da pele ao rosado ou acastanhado. E ela ainda pode aparecer de forma isolada ou em grupos.

Como é o diagnóstico do HPV em homens?

O diagnóstico em homens é basicamente clínico: o médico examina a região genital em busca de verrugas ou manchas. Não existe um exame de rotina para detectar o HPV em homens sem sintomas.  

Em alguns casos, pode ser feita uma peniscopia, que é a observação do pênis com lentes de aumento, além de uma biópsia de eventuais lesões suspeitas. 

Toda verruga é HPV?

Sim, toda verruga é causada por algum tipo de HPV. No entanto, é importante diferenciar os tipos. As verrugas comuns, que aparecem em mãos e pés, são causadas por tipos de HPV que não são transmitidos sexualmente.  

Já as verrugas genitais são causadas por tipos de HPV de transmissão sexual. No entanto, cabe aqui ressaltar que muitas lesões aparentam verrugas, mas na verdade podem ser outros tipos de lesão. Assim, o médico deve diferenciá-las. 

No entanto, algumas lesões de pele podem se parecer com verrugas e causar confusão no diagnóstico. Assim, em alguns casos, é necessária biópsia para se ter certeza do diagnóstico. 

Como saber se tenho HPV?

A única forma de saber é por meio de uma consulta médica e exames complementares. Se você notar verrugas na região genital, procure um médico. Para mulheres, o exame de Papanicolau ou teste de HPV pode indicar alterações suspeitas.  

Em alguns casos, testes moleculares podem detectar o DNA do vírus. Em caso de suspeita, podem ser realizadas a colposcopia e a biópsia. 

Qual exame detecta HPV?

Existem exames que detectam o DNA do vírus HPV; são os testes de captura híbrida ou testes de PCR. Esses exames conseguem identificar a presença do vírus e até mesmo o seu tipo (se é de alto ou baixo risco). Eles são frequentemente usados em mulheres.

O que aparece no exame Papanicolau, quando tem HPV?

O Papanicolau não detecta o vírus em si, mas alterações nas células do colo do útero causadas pelo HPV. O resultado pode indicar diferentes tipos de alterações, que mostram que o vírus está agindo naquela região.  

Quanto tempo demora para o HPV sair do corpo?

Na maioria das pessoas, o sistema imunológico elimina o vírus naturalmente.

Esse processo pode levar de seis meses a dois anos, ou até mais quando a pessoa tem a resistência mais baixa. Quando a infecção persiste por mais de dois anos, o risco de desenvolver lesões mais graves aumenta.  

Vale ainda mencionar e, de acordo com estudos recentes, em algumas mulheres o vírus pode ficar “incubado” por bastante tempo, sendo que nestes casos os exames de DNA do HPV e o papanicolaou mostram-se negativos.

No entanto, algum tempo mais tarde, quando há queda da imunidade, o vírus pode “acordar” e causar lesões. 

Quando o HPV é preocupante?

O HPV se torna mais preocupante quando a infecção é causada por um tipo de alto risco. E ainda quando a infecção persiste por muito tempo no corpo.

A presença de lesões no colo do útero identificadas no Papanicolau exige acompanhamento médico rigoroso.

Qual é a importância da vacinação contra o HPV?

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção. Ela protege contra os principais tipos de HPV que causam verrugas genitais e câncer.

Como estimula o corpo a produzir anticorpos, se a pessoa vacinada for exposta ao vírus, seu sistema de defesa já estará pronto para combatê-lo.

Quem deve se vacinar contra o HPV?

A vacina é recomendada principalmente para meninas e meninos de 9 a 14 anos, ou seja, antes do início da vida sexual.

Mas o Ministério da Saúde também oferece a vacina quadrivalente para grupos com condições especiais de saúde até os 45 anos. Nas clínicas privadas pode-se encontrar a vacina nonavalente para homens e mulheres de 9-45 anos. 

Fonte: Dra. Adriana Bittencourt Campaner – Ginecologista