Vacina HPV nonavalente: proteção contra o vírus do HPV

Vacina HPV nonavalente: proteção contra o vírus do HPV

A vacina HPV nonavalente previne infecções causadas por 9 tipos do Papilomavírus Humano (HPV) dos 12 tipos considerados de alto risco.

Ela protege contra os cânceres de colo do útero, da vulva, da vagina e do ânus (causados pelos tipos de HPV 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58) e verrugas genitais (causadas pelos tipos de HPV 6 e 11).

Vacina de HPV: qual o preço e onde tomar?

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Vacina HPV: idade indicada

A vacina HPV é indicada nas seguintes situações:   

  • Meninas e mulheres de 9 a 45 anos de idade;
  • Meninos e homens de 9 a 45 anos de idade.

Indivíduos de ambos os sexos sem doença de base, mas também aqueles de ambos os sexos com diferentes condições de base podem tomar a vacina HPV.

Exemplos dessas condições são: pessoas vivendo com HIV/Aids; pacientes oncológicos em quimioterapia e/ou radioterapia; transplantados de órgãos sólidos ou de células-tronco hematopoiéticas (medula óssea).

Quem teve exame positivo para HPV também deve se vacinar, pois o imunizante previne os outros tipos de HPV com que a pessoa ainda não entrou em contato.

Quem não pode tomar a vacina?

A vacina HPV nonavalente é contraindicada nas seguintes situações: gestantes; pessoas que apresentaram hipersensibilidade grave (anafilaxia) após dose anterior da vacina HPV ou a algum de seus componentes.

Em caso de febre nas últimas 24 horas, a vacinação deve ser adiada até a melhora do quadro. Para pessoas acima de 45 anos, a aplicação é possível mediante apresentação de pedido médico.

Quais os riscos se eu não tomar a vacina de HPV?

O HPV (Papilomavírus Humano) infecta a pele e mucosas, podendo permanecer no organismo de forma latente por anos sem apresentar sinais visíveis. Quando a infecção persiste, existem dois tipos principais de riscos, dependendo do tipo:

  • Verrugas genitais: causadas principalmente pelos tipos não cancerígenos (como o 6 e o 11), as verrugas podem surgir na região genital, anal e até nas cordas vocais (papilomatose respiratória). Embora sejam de baixo risco para câncer, são recorrentes e de difícil tratamento.
  • Câncer: os tipos de HPV de alto risco (oncogênicos), como o 16 e o 18, são responsáveis por alterações celulares que podem evoluir para tumores malignos. O risco principal é o desenvolvimento de câncer de colo do útero, mas o vírus também causa câncer de ânus, vulva, vagina, pênis e orofaringe (boca e garganta).

Vacina HPV: quantas doses tomar?

O esquema vacinal deve ser iniciado o quanto antes e o número de doses varia de acordo com a idade. Veja:

  • Duas doses com intervalo de seis meses entre elas (0 – 6 meses): indicado para meninas e meninos de 9 a 19 anos, 11 meses e 29 dias.
  • Três doses, sendo a segunda, um a dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira dose (0 – 1 a 2 – 6 meses): para pessoas a partir de 20 anos.
  • Para imunodeprimidos por doença ou tratamento de qualquer idade, o recomendado são três doses, sendo a segunda, um a dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira dose (0 – 1 a 2 – 6 meses).

Para que serve a vacina HPV?

O objetivo da vacina é proteger homens e mulheres do Papilomavírus Humano. Este vírus é capaz de causar câncer de colo do útero, vagina e vulva em mulheres, do pênis em homens e câncer de canal anal ou orofaringe em ambos os sexos.  

Além disso, as verrugas ou condilomas podem surgir em diversas partes do corpo, desde os órgãos genitais até lábios e cordas vocais.  

Atualmente, essa é a melhor forma de prevenção existente. Em conjunto, recomenda-se sempre manter os exames de check-up médico em dia

Quem tem HPV pode tomar a vacina?

Sim, mesmo quem já teve ou tem HPV pode e deve se vacinar. A vacina pode proteger contra outros tipos de HPV com os quais a pessoa ainda não teve contato, além de diminuir o risco de reativação do vírus. 

Adultos podem se vacinar para o HPV? 

Sim, a vacinação para o HPV é recomendada para o público de até 45 anos. Em alguns casos, a vacina pode ser aplicada em pessoas com mais de 45 anos, mas são necessários uma avaliação e o pedido médico. 

A vacina HPV provoca reações?

Sim, como outras vacinas, a vacina HPV pode causar alguns eventos adversos. Os mais comuns são dor, vermelhidão ou inchaço no braço onde a vacina foi aplicada, sendo esta uma resposta normal do corpo à aplicação.  

Algumas pessoas podem sentir dor de cabeça ou um cansaço geral após a vacinação. Estes são sinais de que o sistema imunológico está respondendo à vacina para criar proteção.  

É importante reforçar que essas reações costumam desaparecer em poucos dias. Mas, caso os sintomas sejam intensos ou persistam, é recomendado procurar orientação médica. 

O que é HPV e como ele é transmitido?  

HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus que está envolvido no aparecimento de alguns tipos de câncer. Estima-se que existam mais de 200 tipos diferentes de HPV, embora nem todos estejam relacionados a doença oncológica.

Alguns tipos podem ocasionar alterações neoplásicas nos epitélios em diversos locais anatômicos, particularmente lesões de tratos ano-genital e digestório.

A infecção por HPV é altamente contagiosa, podendo ser transmitida por contato sexual, incluindo contato oral-genital, genital-genital ou manual-genital. Embora esta seja a forma mais comum, também é possível se infectar por contato direto com a pele ou mucosa infectada, em ambos os sexos.

Além disso, é importante dizer que uma pessoa com HPV pode transmitir a infecção a alguém mesmo quando não apresenta quaisquer sinais ou sintomas.

Sintomas do HPV

Na maioria das vezes, o HPV não causa nenhum sintoma. A pessoa pode ter o vírus por meses ou anos sem saber. Quando os sinais aparecem, o mais comum é o surgimento de verrugas na região genital ou anal, além de manchas externas na vulva.

Os sintomas em homens e mulheres são parecidos e incluem: verrugas únicas ou múltiplas na região genital (pênis, vulva, vagina); lesões no colo do útero, geralmente invisíveis a olho nu; verrugas na região do ânus e do reto; e, mais raramente, lesões na boca e na garganta.

Os sintomas podem surgir meses ou anos após a infecção e, em muitos casos, o próprio organismo elimina o vírus naturalmente.

Quais os riscos do HPV?

Ao deixar de se vacinar, o indivíduo permanece desprotegido contra a infecção persistente, que é a principal causa do câncer de colo do útero e de outros tumores associados ao vírus.

Há ainda uma maior exposição ao risco de desenvolver verrugas genitais (condilomas), que causam desconforto físico e impacto emocional.

Estudos indicam que a infecção natural pelo HPV não gera imunidade suficiente para prevenir novas infecções; a vacina induz uma quantidade de anticorpos muito superior.

Além disso, a pessoa não vacinada corre maior risco de adquirir o vírus e transmiti-lo para seus parceiros ou parceiras, perpetuando a cadeia de transmissão.

Qual exame detecta HPV?

Graças aos avanços da medicina diagnóstica, a detecção do HPV tornou-se muito mais precisa e menos invasiva.

O processo geralmente tem início com uma avaliação clínica — na qual o médico observa a presença de manchas, úlceras ou verrugas —, mas a confirmação e o rastreamento adequado dependem de exames laboratoriais e testes de biologia molecular, que possuem dinâmicas diferentes para cada sexo.

Diagnóstico em Mulheres

Para o público feminino, o rastreamento conta com metodologias complementares que garantem alta precisão, mesmo antes dos sintomas aparecerem:

Teste de DNA HPV (PCR)

Em vez de procurar pelas lesões já instaladas, esse exame vai direto à “raiz” e identifica o material genético do vírus.

Papanicolau

Enquanto o teste de DNA acusa a presença do vírus, o exame de papanicolau foca em suas consequências.

Por meio da coleta de células do colo do útero, o médico avalia se o HPV já provocou lesões ou alterações celulares que exijam tratamento.

Colposcopia

Utiliza um colposcópio (aparelho com lentes de aumento) para investigar detalhadamente o colo do útero e a vagina, ajudando a mapear lesões invisíveis a olho nu.

Em casos suspeitos, o médico pode realizar uma biópsia (retirada de uma pequena amostra de tecido) para uma análise laboratorial aprofundada.

Importante: Vale ressaltar que, segundo estudos recentes, o HPV pode permanecer “incubado” no organismo por longos períodos.

Nesses casos de latência, tanto o papanicolau quanto o teste de DNA podem apresentar resultados negativos. Contudo, diante de uma queda na imunidade da paciente, o vírus pode “acordar” e voltar a causar lesões.

Diagnóstico em Homens

Para o público masculino, a investigação costuma ser conduzida por meio de exames urológicos ou dermatológicos, com foco nas manifestações da doença:

Avaliação clínica e biópsia

Quando o paciente apresenta sintomas visíveis, o médico identifica a infecção durante o exame físico no consultório e confirma o diagnóstico solicitando a biópsia das lesões.

Exame de PCR (biologia molecular)

É utilizado para averiguar a presença do DNA do Papilomavírus Humano diretamente nas lesões ou nas áreas suspeitas, garantindo um diagnóstico exato.

Como tratar o HPV?

Na maioria das vezes, o sistema imunológico consegue combater de maneira eficiente a infecção pelo HPV e eliminar o vírus do organismo por completo.     

Já a abordagem terapêutica para o HPV é individualizada e varia de acordo com o tipo e a localização da lesão apresentada pelo paciente. Entre os métodos mais utilizados na prática clínica, destacam-se: 

  • Cauterização química: aplicação de substâncias químicas específicas que destroem as verrugas de forma gradativa.
  • Eletrocauterização ou laser: utilização de bisturi elétrico e/ou feixes de laser para cauterizar e remover as lesões.
  • Excisão cirúrgica: retirada do tecido afetado por meio de cirurgia, sendo este o método de eleição mais comum quando a ferida está localizada no colo do útero.
  • Imunomoduladores (Imiquimode): aplicação de medicamento tópico que atua estimulando o próprio sistema imunológico do paciente a combater e eliminar as lesões.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o HPV não permanece no corpo de forma definitiva.

Na grande maioria dos casos, o próprio sistema imune é capaz de combater e eliminar o vírus completamente em um período de 1 a 2 anos após a infecção.

Vacina HPV SUS

No Sistema Único de Saúde (SUS), a imunização oferecida gratuitamente é feita com a vacina quadrivalente. Já na rede privada, os pacientes têm a opção de tomar a vacina HPV nonavalente, que amplia a proteção do organismo. 

Homem também pode tomar a vacina de HPV?

Sim. A vacina HPV nonavalente é indicada para homens e mulheres de 9 a 45 anos. Os homens também estão suscetíveis ao HPV e podem desenvolver verrugas genitais e cânceres de pênis, ânus e orofaringe causados pelo vírus.  

Além de se protegerem, os homens vacinados deixam de transmitir o vírus para suas parceiras, contribuindo para a redução da cadeia de contaminação.

Quem já foi infectado pelo HPV não precisa da vacina?

Precisa sim. Mesmo quem já teve ou tem HPV pode e deve se vacinar. A infecção natural por um tipo do vírus não gera imunidade contra os demais tipos. A vacina protege contra os tipos com os quais a pessoa ainda não entrou em contato e diminui o risco de reativação do vírus.

Além disso, estudos indicam que a vacina induz uma quantidade de anticorpos muito superior à gerada pela infecção natural.

A vacinação contra o HPV é eficaz apenas em adolescentes?

Não, isso é um mito. Embora a vacina seja mais eficaz quando aplicada antes do início da vida sexual, adultos de até 45 anos também se beneficiam da imunização, pois ainda podem estar suscetíveis a infecções por tipos de HPV com os quais ainda não tiveram contato.

A vacinação é indicada para mulheres e homens de 9 a 45 anos.

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Autora: Dra. Maria Isabel de Moraes-Pinto, infectopediatra e Dra. Adriana Campaner, ginecologista.