Câncer anal: existe relação com o HPV?
O câncer anal é uma doença que, quando descoberta precocemente, apresenta altas chances de cura. Diferente de outros tumores gastrointestinais, ele se desenvolve no canal anal — a parte final do intestino — e pode dar sinais visíveis ou sensíveis logo no início.
Siga a leitura e conheça os fatores de risco, como a infecção pelo vírus HPV, e não ignore sintomas persistentes. Ao buscar orientação médica aos primeiros sinais, você garante o acesso aos tratamentos mais modernos e eficazes.
O que é câncer anal?
O câncer anal é um tumor maligno que se origina nos tecidos do canal anal. Embora seja menos comum que o câncer colorretal, sua incidência tem crescido nos últimos anos.
Enquanto outros tumores ocorrem em partes mais internas do intestino, o anal atinge a abertura externa e o canal que a liga ao reto.
A maioria desses tumores são do tipo carcinoma de células escamosas, diretamente relacionados a alterações celulares causadas por vírus.
Quais são os sintomas de câncer anal?
Muitas vezes, os sintomas iniciais podem ser confundidos com hemorroidas ou fissuras. Então, vale atenção aos seguintes sinais:
- Sangramento anal: geralmente notado no papel higiênico ou no vaso sanitário.
- Dor ou pressão: sensação de desconforto constante na região anal.
- Nódulos ou massas: presença de uma protuberância na abertura do ânus.
- Alterações no hábito intestinal, como estreitamento das fezes ou secreções incomuns.
- Coceira persistente: prurido anal que não melhora com cuidados básicos.
Quais são as causas de câncer anal?
A principal causa associada ao câncer anal é a infecção pelo HPV (papilomavírus humano), presente em grande parte dos diagnósticos. O vírus causa lesões precursoras que, se não tratadas, podem evoluir para um tumor.
Outros fatores de risco incluem o tabagismo, a idade avançada (acima de 50 anos), o histórico de outros cânceres (como de colo de útero) e condições que enfraquecem o sistema imunológico.
Câncer anal e câncer retal são a mesma coisa?
Não, eles são doenças distintas. O câncer retal começa no reto (os últimos centímetros do intestino grosso) e o câncer anal acontece no canal anal, que tem um tipo de revestimento celular diferente.
Vale ainda mencionar que o comportamento do tumor e as estratégias de tratamento costumam ser bem diferentes para cada um.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa com o exame clínico, em que o médico realiza o toque retal para identificar nódulos ou irregularidades. Se houver suspeita, são realizados exames complementares como:
- Anoscopia: uso de um pequeno tubo com luz para visualizar o interior do canal anal.
- Proctoscopia: uma visão mais ampliada do reto e ânus.
- Biópsia: coleta de uma pequena amostra do tecido suspeito para análise laboratorial — é o único exame que confirma a presença de células cancerígenas.
- Exames de imagem: como ressonância magnética ou PET-CT, usados para verificar a extensão da doença.
Qual o tratamento para câncer anal?
O tratamento padrão para o câncer anal busca preservar a função do esfíncter (o músculo que controla as fezes). E, na maioria dos casos, utiliza-se uma combinação de radioterapia e quimioterapia.
Essa abordagem costuma ser muito eficaz, reservando a cirurgia apenas para casos específicos onde o tumor não regride totalmente ou quando há recorrência.
Prevenção e vacinação
A forma mais eficaz de prevenção é o uso de preservativos e a vacina HPV, que protege contra os tipos mais perigosos do vírus.
Além disso, é preciso manter os exames de rotina em dia e consultar um proctologista ao notar qualquer alteração.
Vacina HPV
Agende a vacina do HPV. A aplicação pode ser feita em uma de nossas unidades ou na sua casa.
Fonte: Dr. Israel Bendit, Hematologista da Dasa Genômica



