Vitamina D: para que serve, fontes e como medir

Vitamina D: para que serve, fontes e como medir

vitamina D virou a queridinha dos cientistas nos últimos anos. Apesar de ser chamada de vitamina, ela tem inúmeras funções no organismo que transcendem as questões nutricionais e estruturais.  
 

O que é vitamina D? 

A "vitamina D” é mais que uma vitamina. Hoje ela é considerada um hormônio que atua na saúde óssea, crescimento, imunidade, musculatura, metabolismo e em vários órgãos e sistemas, como o cardiovascular e o sistema nervoso central. 

Os precursores de vitamina D são produzidos pelo nosso corpo. Com a exposição solar, a pele faz a transformação da pró-vitamina D3 em pré-vitamina D3 e posteriormente em Vitamina D3. A vitamina D3 também pode ser adquirida na dieta e através de suplementos. 

Na sequência essa molécula sofre sua primeira ativação no fígado (hidroxilação) e se transforma em 25 OH D3, que é a vitamina D dosada no sangue, pois, é a mais abundante. A 25OHD3 é metabolizada no rim, gerando o calcitriol, molécula ativa da vitamina D. 
 

Vitamina D2 

A vitamina D2 é produzida por plantas e cogumelos, expostos aos raios UV do sol, e ingeridos na dieta. Se unem ao metabolismo da D3 no fígado. 
 

Vitamina D3 

É a forma mais frequente e é produzida pelo nosso organismo. Ela também pode ser adquirida na dieta, no consumo de alimentos de origem animal, como peixes e gema de ovo, se unindo ao metabolismo da D3 produzida no corpo na etapa do fígado. 
 

Qual é a função da vitamina D? 

A vitamina D sempre teve como função principal sua atuação no sistema osteomuscular, pois age diretamente nas concentrações de cálcio e fósforo no organismo. 

A deficiência de vitamina D reduz as taxas de cálcio no organismo prejudicando a ossificação e crescimento em crianças e a remodelação óssea em adultos, evoluindo para osteopenia e osteoporose nos adultos. Nas crianças, o raquitismo é o quadro mais grave. 

Além das alterações ósseas, há comprometimento da força e contratilidade muscular, gerando fraqueza muscular e, em última instância, comprometimento muscular global com sarcopenia. 

Atualmente, a vitamina D e seus metabólitos têm sido envolvidos em muitos outros processos dentro do corpo, tais como: 
 

  • Metabolismo do colágeno; 

  • Regulação do magnésio; 

  • Liberação de insulina pelo pâncreas e da prolactina pela hipófise; 

  • Associação com doenças autoimunes (diabetes melito tipo 1, esclerose múltipla, doença inflamatória intestinal, lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide); 

  • Associação com alguns tumores (carcinoma de mama, melanoma, alguns tipos de leucemias, carcinoma de próstata e de intestino); 

  • Associação com hipertensão arterial sistêmica e obesidade. 
     

Todas essas associações são alvo de muitas pesquisas científicas e, até o momento, não existem recomendações uniformes para o uso de vitamina D em pessoas com taxas normais nos exames laboratoriais. Os valores de referência variam de acordo com idade e condições individuais, portanto converse com seu médico e diga não à automedicação. 
 

Quais as principais fontes de vitamina D? 

Nosso organismo produz os precursores de vitamina D, mas precisa da exposição solar para transformar em vitamina D ativa. Peixes oleosos, gema de ovo e cogumelos são fontes alimentares de vitamina D. 
 

Quais os alimentos que contêm vitamina D? 

Os principais alimentos que contêm a vitamina são: peixes oleosos, gema de ovo e cogumelos. 
 

alimentos com vitamina d


Qual a quantidade necessária de vitamina D? 

A dieta e a exposição solar são suficientes para a manutenção dos níveis normais de vitamina D no organismo. 

Nos casos que necessitam de suplementação artificial, a dose varia com a idade e peso, girando em torno de 600 a 2000 UI por dia. 
 

Como medir o nível de vitamina D? 

É possível medir através de um exame de sangue as dosagens de 25 OH D3, que é a vitamina D após a passagem pelo fígado. Essa dosagem contempla a vitamina produzida pelo corpo e a ingerida na alimentação ou suplementação. 

São considerados níveis normais: 
 

  • População saudável abaixo de 60 anos: Superior a 20 ng/mL. 

  • População acima de 60 anos e grupos de risco: 30 a 60 ng/mL. 
     

São considerados grupos de risco para hipovitaminose D: Gestantes e lactantes, pacientes com restrição à exposição solar, indivíduos com osteomalácia, raquitismo, osteoporose, hiperparatireoidismo, pacientes acometidos por fraturas ou quedas recorrentes, com doenças autoimunes, doença renal crônica, síndromes de má absorção (como após cirurgia bariátrica e doença inflamatória intestinal) e sob uso de medicamentos que possam interferir com a formação e degradação da vitamina D (como terapia antirretroviral, glicocorticóides e anticonvulsivantes).  
 

Excesso e deficiência de vitamina D: o que causam? 

O excesso de vitamina D pode ocorrer durante o uso de altas dosagens de suplementação (prescritas) ou por equívoco de manipulação de medicamentos contendo vitamina D. Dosagens laboratoriais acima de 100 ng/mL apresentam risco de toxicidade e hipercalcemia. 
 

Quando a suplementação é necessária? 

A suplementação é indicada quando a dosagem encontra-se abaixo dos níveis esperados para a idade ou condição clínica. 

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Categoria
Saúde