Histerossalpingografia (HSG): conheça o exame das trompas e como é feito

Histerossalpingografia (HSG): conheça o exame das trompas e como é feito

Por Dr. Antônio Coutinho Jr.

 

O exame de histerossalpingografia é feito no Brasil desde 1960 e tem um papel importantíssimo na pesquisa do componente feminino da infertilidade conjugal

Conheça mais sobre a histerossalpingografia:
 

O que é histerossalpingografia e para que serve?

A histerossalpingografia (HSG) é um método diagnóstico de grande importância na pesquisa do componente feminino da infertilidade conjugal, permitindo a avaliação do trajeto percorrido pelo espermatozóide até a trompa de Falópio, local onde ocorre a fertilização do óvulo.
 

Importância do exame e por que fazer?

A histerossalpingografia (HSG) é a ferramenta diagnóstica mais utilizada na pesquisa das obstruções das trompas e aderências na pelve que podem bloquear parcial ou totalmente as regiões peritubáricas, que são contribuintes comuns para a dificuldade de engravidar.


Quando fazer histerossalpingografia?

O exame deve ser feito em pacientes com dificuldade para engravidar, que apresentem distúrbios na ovulação quando há suspeita de alterações nas trompas, endometriose na pelve, alguma anomalia ou aderências no útero.
 

Como é o exame de histerossalpingografia?

O exame é realizado ambulatorialmente por um médico radiologista especializado, sem a necessidade de internação ou sedação. Um fino cateter flexível é inserido através do orifício externo do colo uterino e o meio de contraste é injetado através deste cateter, quando são realizadas algumas radiografias. Assim, é possível delinear a cavidade endometrial e as trompas, e quando estas estão pérvias, ocorre a dispersão do meio de contraste na cavidade peritoneal. Esse processo na maioria das vezes é concluído em 10 minutos. Após a retirada do cateter, será feita mais uma única radiografia para avaliar como o contraste injetado se distribuiu na pelve e se as trompas esvaziaram completamente. 

 
Como devo me preparar antes de realizar o exame?

No dia anterior ao procedimento, você será orientada a tomar um laxante, isto para que durante o exame, o útero e as trompas possam ser claramente identificados.

Antes do procedimento, você ser á orientada a tomar alguma medicação para minimizar qualquer desconforto potencial, em geral anti-inflamatórios e/ou antiespasmódicos.

Pré-requisitos

A Histerossalpingografia deve ser feita entre os dias seis e doze do ciclo menstrual, o período entre o final da menstruação e pouco antes da ovulação. O exame não deve ser realizado se você tiver sangramento menstrual abundante, qualquer infecção e/ou inflamação ginecológica ainda não totalmente resolvida.

Caso você não esteja menstruando regularmente ou usando medicações que bloqueiam o ciclo menstrual ou DIU Mirena, poderá fazer o exame, após avaliação do médico radiologista que orientará o agendamento. 

Você deve informar os medicamentos que está utilizando, se existem quaisquer alergias (especialmente para meios de contraste iodados).

 
O que eu vou sentir durante e após o exame?

Este exame usualmente gera apenas um pequeno desconforto semelhante as cólicas do período menstrual, que varia em intensidade de acordo com a sensibilidade de cada mulher. Embora a grande maioria das pacientes não sinta absolutamente nada, em raros casos as cólicas podem ser incomodas, porém são de curta duração. A maioria das pacientes pode ainda apresentar pequenos escapes/sangramentos por alguns dias após o exame, o que é normal. Muito eventualmente, antibióticos podem ser prescritos após o procedimento.

Contraindicações

O exame é contraindicado para mulheres que já tiveram reação alérgica ao uso de contraste iodado, para mulheres gravidas ou com infecções ginecológicas agudas. Nesses casos, é necessário notificar a atendente do agendamento e ao médico radiologista, que saberá a melhor solução para realizar o exame de forma segura.

 

Quais são os equipamentos utilizados na histerossalpingografia?

O equipamento para este exame consiste em uma mesa radiográfica, um tubo de raios-x e um monitor semelhante a uma televisão que está localizado na sala de exame. Esta técnica especial de raios-x, torna possível ao médico ver a cavidade uterina e as trompas. As imagens são então capturadas e armazenadas eletronicamente em um computador, posteriormente convertidas em mídias digitais ou películas radiográficas.

 

Quais os riscos e benefícios do exame?

A histerossalpingografia é um procedimento minimamente invasivo, rápido e que pode fornecer informações valiosas sobre uma variedade de anormalidades que causam infertilidade ou abortamentos.

A HSG pode ocasionalmente remover pequenas rolhas de muco ou micro aderências no interior das trompas de falópio que estão bloqueadas, permitindo que a paciente engravide depois.

São muito raras as complicações como: reações alérgicas ao meio de contraste e infecções ginecológicas e pélvicas.  

Os raios-X não têm efeitos colaterais na dose diagnóstica utilizada para este exame.

 

Possíveis resultados do exame

Resultados normais:

Os resultados obtidos devem mostrar o desenho triangular do útero, com as três pontas bem visíveis pelo contraste. As trompas devem ser finas, formando ondulações que não fiquem tão perto do útero. O extravasamento do meio de contraste na cavidade peritoneal de forma homogênea precisa ser observado.
 

Resultados anormais:

Esses resultados mostram alterações no útero que podem ter como fator pólipo endometrial, mioma, aderências internas, adenomiose e anomalias congênitas. As complicações nas tubas uterinas podem ser por causa endometriose ou por doença inflamatória pélvica, hidrossalpinge (acúmulo de água na tuba), aderências e obstrução.

Quais os sintomas após o exame de histerossalpingografia?

São raríssimos os casos de sintomas após o exame. Se a paciente perceber febre ou dor intensa, deve procurar auxílio médico imediato para diagnóstico precoce de possíveis complicações como infecções ginecológicas.

Principais dúvidas sobre o exame histerossalpingografia

Pode ter relação depois do exame de histerossalpingografia?

É recomendado aguardar 24h para ter relações sexuais.

A histerossalpingografia ajuda a engravidar?

O objetivo do exame é saber o que está acontecendo no útero e nas trompas, para que seja possível iniciar um tratamento e auxiliar a paciente no processo de engravidar.  Como já foi mencionado acima, a passagem do contraste pelas trompas pode ajudar a remover micro aderências ou rolhas de muco que eventualmente atrapalha a passagem do espermatozoide.   
 

Como saber se tenho problemas nas trompas?

Através do exame de diagnóstico de histerossalpingografia, é possível avaliar possíveis problemas nas trompas uterinas.

O que são trompas obstruídas?

As trompas obstruídas pode ser um dos principais empecilhos para uma mulher engravidar. Há muitas complicações que podem causar isso, como por exemplo, a endometriose e as DST’s.

Ressonância magnética da pelve com histerossalpingografia no Alta Diagnósticos

A diferença desse tipo de exame é que a ressonância que não utiliza radiação ionizante e permite, em um único exame, a avaliação de algumas causas de fator tubário e de outras causas pélvicas promotoras da infertilidade feminina, dentre elas a endometriose; a contagem de folículos antrais e a avaliação de miomas uterinos e malformações uterinas.

Tudo isso pode ser realizado no Alta Diagnósticos, que conta com uma equipe multidisciplinar, uma linha completa de exames laboratoriais na investigação dessa condição e plataformas modernas que permitem avaliar alterações hormonais.

 

Onde fazer o exame HSG?

O exame de histerossalpingografia pode ser feito no Alta Diagnósticos, com confiança, segurança e tecnologia de ponta.
 

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Categoria
Saúde