Exames hormonais femininos | Agendar agora
Os exames hormonais femininos ajudam o médico a avaliar o funcionamento do sistema endócrino e investigar alterações que afetam o ciclo menstrual, a fertilidade, a saúde reprodutiva e o bem-estar geral da mulher.
Os hormônios femininos variam ao longo do ciclo menstrual e também das fases da vida, da puberdade à menopausa. Por isso, interpretar os resultados exige levar em conta o momento da coleta e o contexto clínico de cada paciente.
A seguir, conheça os principais exames hormonais femininos, quando cada um é indicado e como realizá-los.
Exames hormonais femininos: lista completa
Os exames hormonais femininos são feitos por coleta de sangue. Cada hormônio tem um papel específico no organismo e, em muitos casos, o médico solicita mais de um ao mesmo tempo para ter uma visão mais completa da saúde hormonal da paciente.
Os principais são:
FSH (hormônio folículo-estimulante)
Produzido pela hipófise, o FSH estimula o crescimento dos folículos ovarianos e a produção de estrogênio. É um dos exames mais solicitados na avaliação hormonal feminina.
Serve para avaliar a reserva ovariana, investigar irregularidades menstruais e confirmar a aproximação da menopausa, quando os níveis de FSH ficam cronicamente elevados. É coletado preferencialmente entre o 2º e o 3º dia do ciclo menstrual.
LH (hormônio luteinizante)
Trabalha em parceria com o FSH. É o pico do LH que desencadeia a ovulação. A dosagem do LH ajuda a identificar alterações na ovulação, investigar a síndrome dos ovários policísticos (SOP) e avaliar a fertilidade. Costuma ser solicitado junto com o FSH, no início do ciclo.
Estradiol
É a forma mais ativa do estrogênio. Regula o ciclo menstrual, prepara o endométrio para uma possível gestação e tem papel importante na saúde óssea, cardiovascular e cognitiva. Avaliado junto ao FSH no início do ciclo, ajuda a interpretar a reserva ovariana.
Com a aproximação da menopausa, os níveis de estradiol caem significativamente, causando os sintomas clássicos como ondas de calor, ressecamento vaginal e alterações de humor.
Progesterona
Produzida pelo corpo lúteo após a ovulação, a progesterona prepara o útero para receber um embrião e manter a gestação. A dosagem é feita na fase lútea do ciclo, em torno do 21º dia, para confirmar se a ovulação aconteceu.
Níveis baixos podem indicar falha na ovulação ou insuficiência lútea. É um dos exames centrais na investigação de infertilidade e irregularidades do ciclo.
Prolactina
Hormônio produzido pela hipófise, a prolactina é mais conhecida por seu papel na produção de leite materno.
Fora do período gestacional e de amamentação, níveis elevados de prolactina – condição chamada hiperprolactinemia – podem inibir a ovulação, causar irregularidade menstrual e dificultar a gravidez.
A coleta é feita preferencialmente pela manhã, em repouso, pois o estresse e o exercício físico intenso podem elevar os níveis do hormônio temporariamente.
Testosterona
Embora seja mais associada ao organismo masculino, a testosterona também é produzida em menor quantidade nas mulheres, pelos ovários e pelas glândulas suprarrenais.
Níveis elevados em mulheres podem indicar SOP, hiperplasia adrenal, tumores ovarianos ou adrenais ou outras condições. Os sintomas incluem acne, excesso de pelos no rosto e no corpo e irregularidade menstrual. A coleta deve ser feita pela manhã, entre 7h e 9h, quando o pico hormonal acontece.
TSH (hormônio tireoestimulante)
Avalia o funcionamento da tireoide. Disfunções tireoidianas – tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo – podem causar irregularidade menstrual, alterações no humor, ganho ou perda de peso e dificuldade para engravidar.
Por isso, o TSH faz parte da avaliação hormonal feminina de rotina, especialmente quando há suspeita de doença da tireoide ou investigação de infertilidade.
Hormônio anti-Mülleriano (AMH)
Marcador da reserva ovariana. Produzido pelas células dos folículos ovarianos, o AMH indica a quantidade de óvulos disponíveis em determinado momento. Ao contrário dos outros hormônios, pode ser coletado em qualquer fase do ciclo menstrual.
É especialmente indicado para mulheres que desejam conhecer sua reserva ovariana, postergar a maternidade ou iniciar um tratamento de reprodução assistida. O ideal é que a mulher não esteja tomando nenhum tipo de hormônio feminino na época da coleta.
Exames hormonais femininos para menopausa
Na menopausa e no período que a antecede (o climatério), o equilíbrio hormonal se altera de forma significativa. A produção de estrogênio e progesterona pelos ovários diminui progressivamente, o que leva a uma série de sintomas e aumenta o risco de condições como osteoporose e doenças cardiovasculares.
O diagnóstico da menopausa é clínico e confirmado após 12 meses sem menstruar. Mas o médico pode solicitar exames hormonais para esclarecer casos de dúvida ou para orientar o acompanhamento e o tratamento.
Os principais exames indicados nessa fase são:
- FSH: quando os ovários param de funcionar, os níveis de FSH ficam cronicamente elevados. Um FSH acima de 30 mUI/mL, em conjunto com o quadro clínico, pode confirmar a menopausa;
- Estradiol: avalia o grau de queda do estrogênio e auxilia na indicação e no monitoramento da terapia de reposição hormonal;
- TSH e T4 livre: o hipotireoidismo pode causar sintomas semelhantes aos da menopausa, como cansaço, ganho de peso e alterações de humor, e precisa ser descartado;
- Perfil lipídico: colesterol e triglicerídeos ficam mais alterados na pós-menopausa, aumentando o risco cardiovascular;
- Glicemia: o risco de diabetes aumenta nessa fase e o monitoramento da glicose é parte importante do acompanhamento;
- Densitometria óssea: avalia a saúde dos ossos e diagnostica precocemente a osteoporose, condição muito comum na pós-menopausa.
Para quem inicia a terapia de reposição hormonal, o protocolo de acompanhamento inclui também mamografia, ultrassonografia de mamas e transvaginal para monitorar mamas e endométrio, além da repetição periódica dos exames hormonais e metabólicos.
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Fonte: Dra. Adriana Bittencourt Campaner, Ginecologista



