Sarampo: Sintomas, tratamento, prevenção e tudo o que você precisa saber
O que é sarampo?
O sarampo é uma doença infecciosa grave que vem acompanhada de febre e exantema (manchas pelo corpo).
É uma infecção altamente contagiosa e é causada por vírus da família Paramyxoviridae do gênero Morbillivirus.
A doença é comum na infância e causa um número significativo de hospitalização, morbidade e mortalidade.
A vacina contra sarampo é a principal forma de prevenção a doença.
Sintomas Sarampo
Os principais sintomas do sarampo são:
- Febre;
- Tosse;
- Conjuntivite e sensibilidade excessive à luz (fotofobia);
- Mal-estar intenso;
- Manchas vermelhas na pele, que aparecem de 3 a 5 dias após o início dos sintomas.
Início do sarampo
Antes do aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo, a doença costuma dar sinais que podem ser confundidos com diferentes doenças. A febre alta, geralmente acima de 38,5°C, é um dos primeiros alertas.
Além disso, dias antes da erupção na pele, podem surgir pequenas manchas brancas no interior da bochecha, chamadas de manchas de Koplik, que ajudam no diagnóstico precoce.
Quanto tempo duram os sintomas do vírus?
Normalmente o tempo de duração dos sintomas do vírus do sarampo é de 10 dias.
O período de incubação (desde a data da exposição até o aparecimento dos primeiros sintomas) é de 8 a 12 dias.
Como é o diagnóstico do sarampo?
O diagnóstico é clínico e deve ser confirmado através de exames de sangue e coleta de secreção de nasofaringe.
Forma de transmissão
A transmissão do sarampo ocorre de forma direta, pessoa a pessoa, através de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou até mesmo respirar.
O vírus se espalha facilmente pelo ar, o que torna a capacidade de contágio muito alta.
A dispersão de aerossóis com partículas virais facilita a infecção em locais fechados, atingindo quem não está imunizado.
Vacina sarampo
O sarampo é uma doença evitável por vacina e essa é a única forma de prevenção. A vacina sarampo atua ensinando o sistema imunológico a produzir anticorpos específicos para combater o vírus, prevenindo a infecção e suas complicações graves.
A vacina disponível é a tríplice viral ou sarampo-caxumba-rubéola (SCR), que protege simultaneamente contra sarampo, caxumba e rubéola, garantindo não apenas a defesa individual, mas também o bloqueio da circulação desse vírus altamente contagioso na comunidade.
As diretrizes do Ministério da Saúde indicam esquemas diferentes conforme a idade. Adultos de até 29 anos devem ter duas doses da vacina tríplice viral registradas.
Aqueles entre 30 e 59 anos precisa comprovar pelo menos uma dose, embora a SBIm recomende duas doses também nesta faixa etária.
Profissionais de saúde, devido ao alto risco de exposição, devem ter duas doses, independentemente da idade.
Qual é a vacina do sarampo?
Atualmente, não existe uma vacina exclusiva para o sarampo; a imunização ocorre por meio de vacinas combinadas de vírus atenuados, como a tríplice viral (que protege também contra caxumba e rubéola) e a tetraviral (que inclui a proteção contra varicela).
Enquanto a tríplice é utilizada na primeira dose infantil e em adultos, a tetraviral costuma ser aplicada aos 15 meses, garantindo estímulo imunológico seguro sem causar a doença em pessoas saudáveis.
É possível contrair sarampo mesmo depois da vacinação?
A vacina sarampo protege a maioria das pessoas que se vacinam, especialmente quando são aplicadas as duas doses recomendadas acima de 1 ano de idade, as chamadas doses válidas.
Algumas poucas pessoas podem não responder a essas duas doses, mas a porcentagem desses casos é muito baixa.
Contraindicações da vacina: quem não pode tomar?
De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm, a vacina é contraindicada para:
- Gestantes;
- Pessoas imunossuprimidas por doença ou uso de medicação;
- Crianças que vivem com HIV/Aids que tenham imunossupressão e/ou sintomatologia grave (CD4 < 15%, para aquelas até 5 anos; e CD4 <200 cel/mm3, para maiores de 5 anos);
- Adultos que vivem com HIV/Aids com CD4 < 200. Para aqueles com CD4 entre 200 e 350, os parâmetros clínicos e risco epidemiológico devem ser avaliados pelo médico para a tomada de decisão;
- Pessoas com histórico de alergia grave após aplicação de dose anterior das vacinas ou a algum de seus componentes.
Importante: não há contraindicação para alérgicos a ovo.
Sarampo em bebê
Os bebês são um grupo extremamente vulnerável às complicações do sarampo, como infecções respiratórias graves (pneumonia), inflamação no ouvido (otite média aguda) e, em raros casos, encefalite.
Como o sistema imunológico ainda está em formação, o risco de agravamento e óbito é maior nessa fase. Por isso, a proteção vacinal no tempo certo ou antecipada em surtos é fundamental.
Como proteger do sarampo bebês que têm menos de um ano?
Enquanto tivermos o vírus do sarampo circulando em nosso país, crianças entre 6 e 11 meses devem tomar uma dose extra de vacina sarampo (a dose zero).
Crianças menores de 6 meses não devem ser vacinadas contra o sarampo pois não conseguem responder adequadamente à vacina; além disso, pelo menos algumas delas podem estar protegidas por causa da transferência transplacentária de anticorpos maternos.
Por que idosos não precisam ser vacinados?
Idosos com mais de 59 anos provavelmente já tiveram contato com sarampo em algum momento da vida, por isso não são prioridade para a vacinação pública.
Porém, caso haja exposição ao vírus, dúvida sobre se já teve sarampo ou sobre o histórico vacinal, a vacina é indicada, mesmo para maiores de 60 anos.
Existe tratamento para sarampo?
Não existe um tratamento específico para o sarampo.
Quem é o principal grupo de risco?
A doença é uma das principais causas de morbimortalidade entre crianças menores de 5 anos de idade, principalmente as desnutridas.
Grávidas e pessoas com problemas de imunidade ou que tomam medicações imunossupressoras também podem ter quadros graves de sarampo.
Quando devo procurar por um médico?
Todo caso de suspeita de sarampo deve ser avaliado por um médico.
A doença é de notificação compulsória, o que permite que o Ministério da Saúde saiba dos casos em todo o país e possa assim desencadear ações como vacinação das pessoas que estiveram em contato com uma pessoa com sarampo, evitando que outras adoeçam.
Se eu já tive sarampo, estou imune?
Quem já teve sarampo diagnosticado por médico e, de preferência, utilizando um exame de sangue para pesquisa de anticorpos, não pode desenvolver a doença novamente.
Sabia que você pode tomar essa vacina em casa?
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Fonte: Dra. Maria Isabel de Moraes Pinto, Infectopediatria



